Aumenta o número de mulheres em cargos de chefia, diz pesquisa

Publicado: 17/03/2011 por fazeradiferenca em Sem categoria

As pequenas empresas são mais abertas à participação feminina. Ao todo, 26% das empresas com até 50 funcionários têm mulheres presidentes. (Fonte Bom dia Brasil Edição do dia 17/03/2011)

O futuro é cada vez mais promissor para todas as mulheres. Seja nas fábricas, nos escritórios ou no mundo dos negócios. Uma pesquisa mostra que, com firmeza e muita competência, as mulheres estão conquistando um lugar importante no mercado de trabalho, e nos cargos de chefia. Uma pesquisa de uma grande empresa de recrutamento mostra como as mulheres estão cada vez mais gerenciando e presidindo empresas. Até mesmo aquelas que pareciam redutos masculinos.

Formada em engenharia mecânica, a supervisora de logística Marina Sordi fez carreira em uma montadora. Ela comanda um grupo de mais de 160 pessoas, 20 são mulheres.

“Quando decidi fazer engenharia mecânica, meu avô dizia que isso era coisa de homem, mas eu dizia que gostava de fazer”, conta Marina.

As mulheres mostraram competência e se espalharam pelas mais diversas áreas e níveis da hierarquia corporativa. Não é exagero dizer que, hoje, o mundo dos negócios não funciona sem as mulheres. Reconhecendo a importância do sexo feminino, algumas empresas adotaram políticas específicas para valorizar e reter suas funcionárias talentosas.

“A gente retém as funcionárias mulheres que são super valorizadas aqui dentro, que a gente treinou durante a carreira e não quer perder”, reforça Roberta Perdomo, gerente de RH.

Uma pesquisa feita com 200 mil empresas mostra que o mercado de trabalho está mais receptivo às mulheres. Dez anos atrás, cerca de 30% dos cargos de supervisão eram tocados por elas, que hoje já estão em praticamente metade desses postos. Na presidência ou cargos equivalentes, apenas 15% eram mulheres, hoje são 23%.

“Avaliando os dados ano a ano, percebemos que as mulheres vão ocupar cada vez mais cargos de cheia”, observa a gerente de comunicação da Catho, Carolina Stilhano.

“A gente valoriza coisas diferentes da mulher. Às vezes o homem não sabe o que é a maternidade ou cuidar de uma casa. É esse equilíbrio que procuramos”, diz a diretora de marketing da Procter & Gamble, Juliana Azevedo.

Recém-formada em engenharia, a supervisora da Mercedez Bens, Edilene Catarroz, perdeu oportunidades de trabalho simplesmente por ser mulher. Na montadora, conseguiu vaga e subiu na empresa até se tornar a primeira mulher a supervisionar a área que cuida de logística e qualidade.

“De certa forma, abrimos caminho para outras mulheres. Isso que é legal”, diz Edilene.

Há 260 funcionários sob sua responsabilidade dela na área operacional. Eles já se acostumaram ao som mais agudo do comando, mas nem por isso menos firme.

“Homem e mulher não têm diferença, o que vale é a competência”, afirma um homem.

As pequenas empresas são mais abertas à participação feminina. A pesquisa mostra que 26% das empresas com até 50 funcionários têm mulheres presidentes. Já nas empresas com mais de 1,5 mil funcionários, esse índice é de apenas 5%. Ou seja, ainda há um longo caminho de mudanças pela frente.

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