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Disparidade salarial (homens x mulheres)

Publicado: 30/06/2009 por fazeradiferenca em Trabalho & Carreira
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Por Carine Biscaro

42-22584995Hoje li uma pesquisa sobre o profissional de marketing que me deixou surpresa. Segundo estudo realizado pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB) em parceria com a consultoria Toledo & Associados, há uma disparidade nos salários recebidos entre homens e mulheres. Em geral, a média salarial do profissional de marketing é de R$ 2.330,00, inferior à remuneração de profissionais de vendas, por exemplo. Os Homens recebem R$ 3.000 e 20% deles estão em cargo de diretoria enquanto as mulheres, das quais 77% são gerentes, ganham R$ 1.510 em média. Elas recebem em torno de 49% a menos que os homens de mesmo cargo e nível profissional.

Infelizmente, assim como em outras áreas, ainda há um preconceito muito grande com relação as mulheres. Confesso que não entendo o porquê desta disparidade.

Pesquisas realizada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES), indicam que essa desigualdade perdurará até 2081. O estudo foi baseado a partir de dados do Cadastro Geral de empregados e Desempregados (Caged) e da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho.

O economista da Secretaria de Assuntos Econômicos do banco, Antônio Marcos Ambrozio, que coordenou uma publicação que teve como tema “Mulheres conquistam mercado, mas ganham menos”, diz que a enorme desigualdade salarial entre homens e mulheres, se deve, em parte, às dificuldades e restrições que o sexo feminino encontra para ocupar cargos de chefia.

Será que essas restrições estão relacionadas ao fato de as mulheres serem mães? Porque não vejo tanta restrição assim que justifique esse fato.

Para ele, em declaração dada ao jornalista Nielmar de Oliveira (Agência Brasil, 2008), a disparidade salarial entre homens e mulheres reduziu-se de forma “muito tímida” ao longo dos últimos dez anos. “A persistir essa tendência, seriam necessários mais de 75 anos para eliminar
completamente a desigualdade salarial por sexo”, acredita.

A boa notícia é que, ainda segundo o economista, essas projeções podem ser encurtadas pela constatação de que, em razão das dificuldades decorrentes, as mulheres vem buscando cada vez mais especialização. Grau este que poderá lhes dar maior capacidade de competição e equiparação salarial com o sexo masculino.

Tomara mesmo que este tempo seja reduzido e ambos os sexos recebam remuneração justa com suas funções e níveis. E que o que justifique seus salários seja a sua capacidade, responsabilidade, qualificação e competência e não apenas se o profissional for homem ou mulher.

Acredito que até os homens agradecerão, pois assim, passarão a contar com mais recursos financeiras para suas famílias.

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